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| Pelourinho |
Por volta das 4 horas da tarde e a mando do El Rei de Portugal D. José I, no retângulo onde hoje é a Praça da Matriz, na presença de 400 Índios e apenas 09 brancos, o Ouvidor Mor Victoriano Soares Barbosa mandou fincar e erguer o Pelourinho e aclamou a nova Vila. A seguir nomeou e empossou os 05 membros do Conselho (Câmara), o 1° Vigário Padre Teodósio de Araújo e Abreu; o 1° Professor, o Escrivão do Conselho Cosme Pães Maciel de Carvalho e a 1º Professora a Índia Maria de Oliveira. Dentre os Conselheiros nomeou e empossou Presidente o Capitão João Rodrigues de Freitas, que também foi nomeado e em possado o 1° Diretor da Vila. Continuando, nomeou e empossou todas as demais autoridades legais para o perfeito funcionamento da Vila Real. No mesmo instante definiu as medidas de arruamento para a construção de 154 casas em alinhamento com as existentes: Casa Paroquial; Casa do Conselho, hoje Paço Municipal e Prédio da 1° Escola, hoje Conselho Tutelar. Declarou seu Orago a Mãe Santíssima Nossa Senhora da Palma e seu Padroeiro São João Nepomuceno. Definiu os limites assim: para o Norte até o lugar chamado Ipu, no riacho do Acarape inclusive; para o Sul, até a fazenda chamada Caifaz, inclusive no rio Choró, e por este abaixo buscando o nascente até a fazenda Umary; por fim, a poente, todas as serras que desaguam para o rio Choró. O Ouvidor Mor e comitiva retornam após cumprir todos os atos necessários à instalação da Vila Real de Monte Mor o Novo d’América.
